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Alexandre e Anna Carolina, que alegam inocência, estão desde maio de 2008 em presídios em Tremembé, no interior de São Paulo. Os réus já perderam 11 decisões de habeas-corpus nas três instâncias da Justiça.
De acordo com as investigações, foi encontrado um rastro de sangue que começava na porta de entrada do apartamento do casal e terminava no quarto dos irmãos de Isabella, Pietro e Cauã.
Também havia sangue na maçaneta e no interior do carro da família, na tela de proteção – que estava cortada – e no parapeito da janela do quarto dos meninos. Os laudos mostram ainda indícios de que Isabella foi espancada antes da queda.
Na versão do casal Nardoni, Alexandre chegou com os filhos, desligou o carro e primeiro subiu com Isabella no colo, que estava dormindo. Depois de deixar a filha na cama ele conta que voltou até a garagem para ajudar Anna Carolina com os dois meninos. Ao voltar para o apartamento, Alexandre diz que encontrou a porta aberta, a tela de proteção cortada e a menina caída no gramado do Edifício London.
Para o promotor de Justiça, Francisco José Cembranelli, um dos responsáveis pela acusação no caso, o pai e a madrasta são culpados pelo crime.
De acordo com a denúncia do promotor, a menina foi estrangulada pela madrasta, Anna Carolina, e arremessada pelo próprio pai, Alexandre, através da janela do sexto andar do prédio onde moravam.
PENA DE ALEXANDRE NARDONNI É MAIOR QUE A DA MADRASTA
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27 de março de 2010 • 00h29 • atualizado às 00h46
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram julgados no Fórum de Santana, em São Paulo
Foto: Grizar Junior/Futura Press
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram condenados na noite desta sexta-feira pela morte de Isabella Nardoni, 5 anos, filha e enteada dos réus. Após cinco dias de júri, o casal foi apontado como responsável por agredir, estrangular e jogar a menina do sexto andar do edifício London, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008.
O juiz Maurício Fossen definiu a pena de Alexandre Nardoni em 31 anos, um mês e dez dias em regime fechado, enquanto Anna Carolina Jatobá ficará presa por 26 anos e oito meses. Os dois foram condenados também a oito meses de prisão em regime semiaberto por fraude processual.
Durante o julgamento, a defesa do casal Nardoni tentou provar que uma terceira pessoa entrou no apartamento dos acusados, agrediu Isabella, cortou a tela de proteção e jogou a menina pela janela. O advogado Roberto Podval não procurou explicar quem praticou o homicídio, ressaltando apenas que faltavam provas concretas para ligar o casal à autoria do assassinato.
Utilizando dados técnicos, como horários de telefonemas e do GPS do carro de Nardoni, o promotor Francisco Cembranelli defendeu no julgamento que seria impossível que os acusados não estivessem no apartamento no horário em que Isabella foi jogada da janela.
Com a cronologia de horários, Cembranelli conclui que era impossível Alexandre Nardoni, em menos de 1 minuto, entrar no apartamento, andar pelos quartos e verificar pela janela que a filha estava caída, sem esbarrar com uma terceira pessoa.
A estratégia fracassada da defesa foi baseada nas primeiras declarações dadas por Nardoni à policia na noite do crime. Segundo as investigações do caso, o acusado estava nervoso no jardim do edifício London e dizia a todo momento que a polícia deveria encontrar o ladrão que havia invadido o apartamento e jogado a menina da janela.
Depoimentos e contradições
Tranquilo, Alexandre Nardoni sustentou, ao ser interrogado no Fórum de Santana, a versão da terceira pessoa, mas evitou falar que o autor do crime era um ladrão. Nervosa e falando muito rápido, Anna Carolina Jatobá entrou em contradição com o depoimento do marido em algumas ocasiões.
Uma das provas apresentadas contra o pai no júri foram as marcas da tela de proteção da janela do apartamento na camiseta de Nardoni. A perita Rosângela Monteiro, do Instituto de Criminalística, disse que as marcas só poderiam ser produzidas pelo ato de carregar um peso de 25 kg até a janela, se debruçar na grade de proteção e atirá-lo, como foi constatado na reconstituição do caso.
A tese foi rebatida pelo réu. Alexandre Nardoni negou ter passado a cabeça pelo buraco da tela de proteção da janela, por causa do tamanho do rombo. Anna Carolina Jatobá disse que o marido passou pela tela para ver onde estava Isabella.
O júri
O júri popular do casal Nardoni se estendeu durante cinco dias no Fórum de Santana. Os trabalhos começaram na segunda-feira, por volta das 14h, com a escolha dos sete jurados responsáveis por condenar os réus. No mesmo dia, a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, foi ouvida como testemunha. Ela chorou por pelo menos quatro vezes e emocionou uma das juradas.
Na terça e quarta-feira, prestaram depoimento peritos, médicos-legista e a delegada Renata Pontes, que acompanhou o caso. No quarto dia, foi a vez do interrogatório dos réus, enquanto o quinto dia foi reservado para o debate entre acusação e defesa.
O grito de justiça estava preso na garganta de todos os brasileiros que almejava a condenação dos país da Isabella Nardoni.
Mas o que nos entristece como disse o Marcelo Rezende da Bandeirantes de Televisão é que o bom comportamento do casal fará saírem em breve.
A pergunta que não quer calar é se realmente o casal Nardoni será condenado, mas uma única pergunta que resta sobre esse caso ainda não teremos resposta.
“Porque o casal Nardoni matou Isabella Nardoni”? Qual o real motivo liderou essa crueldade que levou morte da Isabella Nardoni. O que levou o casal a assassinar a menina Isabella Nardoni?
Mesmo com a essa condenação nós nunca saberemos da verdade.
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Casal Nardoni é condenado pela morte da menina Isabella.
Da Folha Online
O pai e a madrasta de Isabella Nardoni, 5, foram condenados pela morte da menina, em júri popular que terminou na madrugada deste sábado. A criança morreu em março de 2008 ao cair do sexto andar do prédio onde moravam Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo.
O casal foi condenado por homicídio triplamente qualificado e fraude processual. De acordo com a sentença, no total, Alexandre foi condenado a 31 anos, um mês e dez dias de prisão, por homicídio triplamente qualificado, contra menor de 14 anos e agravado por ser contra descendente, mais oito meses pelo crime de fraude processual em regime semi-aberto
Já Anna Carolina foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão, por homicídio triplamente qualificado, contra menor de 14 anos, e mais oito meses pelo crime de fraude processual em regime semi-aberto.
Cabe recurso, mas o casal não poderá recorrer em liberdade.
A sentença acabou de ser lida à 0h40 pelo juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri do fórum de Santana (zona norte de São Paulo). Do lado externo do fórum de Santana (na zona norte de São Paulo), muitas pessoas acompanhavam o fim do julgamento.
O júri de Alexandre Nardoni e Anna Carolina havia começado na segunda-feira (22). Ambos já estão presos há quase dois anos, logo após a morte da criança.
Dia a dia
O julgamento do casal começou na segunda (22), quando a mãe de Isabella foi ouvida. Após depoimento, ela ficou retida a pedido da defesa do casal Nardoni, que avaliava pedir uma acareação com os réus. Incomunicável, Ana Carolina Oliveira foi diagnosticada com estado agudo de estresse e liberada das dependências da Justiça na manhã de quinta.
No total, sete testemunhas prestaram depoimento
Na terça (23), informações técnicas marcaram segundo dia do júri. Foram ouvidas três pessoas : a delegada Renata Helena Silva Pontes, o médico-legista Paulo Sérgio Tieppo Alves --ambos testemunhas comuns à defesa e à acusação--, e o perito Luís Eduardo Carvalho, que veio da Bahia convocado pela Promotoria.
A delegada deu informações sobre as investigações e disse que indiciou o casal por ter certeza da culpa do pai e da madrasta na morte de Isabella. O médico-legista reafirmou que a menina foi ferida na testa, arremessada contra o chão e jogada do sexto andar do prédio onde moravam os acusados. O perito Luís Eduardo Carvalho Dórea, convocado pela Promotoria, fechou os depoimentos.
Na quarta (24), o júri foi reiniciado com o depoimento da perita Rosângela Monteiro, do Instituto de Criminalística. Testemunha comum à defesa e à acusação, ela foi ouvida das 10h25 às 17h, com uma pausa de aproximadamente uma hora para almoço.
À Justiça a perita afirmou que testes apontam que Nardoni jogou a filha do sexto andar do edifício London, onde morava com Anna Jatobá, madrasta de Isabella.
Os réus foram interrogados no quinto dia do júri. Ambos negaram envolvimento na morte da menina.
Nesta sexta ocorreram os debates entre acusação e defesa. O promotor Francisco Cembranelli chamou o casal de mentiroso, tentou mostrar que Alexandre e Anna Jatobá estavam no apartamento no momento da queda da menina e que viviam uma relação conturbada. Já o advogado Roberto Podval contestou dados técnicos e usou detalhes, como um fio de cabelo, para sustentar falhas da perícia.
Ao longo dos dias, muitas pessoas foram até o fórum de Santana para protestar ou para tentar assistir ao júri. A plateia do 2º Tribunal do Júri tem capacidade para 77 pessoas --reservada a jornalistas, assistentes da Promotoria e dos advogados da defesa, além de familiares dos réus e da vítima. O público era autorizado a entrar no plenário pela manhã e à tarde, após a pausa para almoço. O número era determinado pelo juiz.
Após a leitura do veredicto do júri que condenou o casal, as pessoas em frente ao Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, festejaram soltando fogos de artifício.

SITE FOLHA ONLINE:
A defesa do casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá --acusados de matar a filha dele, Isabella Nardoni, 5-- afirmou nesta quarta-feira que vai entrar com um recurso no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a acusação de fraude processual contra eles, por terem limpado o apartamento após o crime.
Em dezembro de 2009, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) já tinha negado o pedido habeas corpus feito pela defesa do casal para que fosse retirada a denúncia. Na decisão, o relator afirmou o direito que todos têm de não se incriminar, "não abrange a possibilidade de os acusados alterarem a cena do crime, levando peritos e policiais a cometerem erro de avaliação".
| Carol Guedes/Folha Imagem |
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| Anna Carolina e Alexandre são levados para cadeia após terem prisão decretada |
De acordo com o advogado Roberto Podval, o recurso está sendo elaborado e deve ser apresentado ao STF após o Carnaval. Ele ainda ressaltou que esse novo recurso pode adiar o julgamento do casal, marcado para o dia 22 de março.
"A decisão será do próprio STF se julga o recurso antes e adia o julgamento, ou se permite o julgamento e depois decide sobre o recurso", afirmou Podval. Nessa segunda hipótese, de acordo com o advogado, a defesa poderia pedir um novo julgamento. Apesar disso, Podval destaca que o recurso não tem o objetivo de adiar o julgamento do casal.
Isabella morreu em 29 de março de 2008, quando foi jogada do sexto andar do prédio onde moravam seu pai e sua madrasta, na zona norte de São Paulo. O casal está preso desde maio daquele ano --atualmente nos presídios feminino e masculino de Tremembé (a 147 km de São Paulo).
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1 comentários:
POIS É
TORCI PARA ISSO ACONTECER
A JUSTIÇA DEMORA MAS É FEITA
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